NEM QUE SEJA, ...o

Uma grande árvore secular é um monumento vivo, mesmo depois de morta!
Nem que seja, pela super capacidade para albergar tanta e mais VIDA.
Nem que seja, pela beleza e pela grandiosidade do seu porte majestoso, que continuará a suscitar toda e mais admiração.
Nem que seja, pelo que foi e propiciou e pelo o que ainda representa, por gerações e gerações que lhe passaram ao largo, com tudo e o mais que testemunhou.
Nem que seja, por se tratar de uma peça única e de um traço irrepetível no meio de tudo, de tantos e de todos.
Nem que seja, ...

Olhamos e não reparamos,
Como que passando ao largo!
Paramos e não vemos
E se vemos, não o fazemos.
Aliás,
Fazemos de conta que não vimos.
Criticando todos os que viram
E o não fizeram.
- Parece tão mal;
Ai, se eu mandasse!
E há tanta pequena coisa,
Que ficariam mesmo melhor, fazendo-as!
E que demorariam menos a fazer,
Do que a mandar fazê-las!

PICOS DA EUROPA-o

Quanto mais sobe, mais parece crescer a montanha; em fundura, em amplitude e até em altura. E mais pequenas vão sendo as árvores e todas as demais coisas. E também nós, acho que nunca nos sentimos tão pequenos no meio desta imensidão, nomeadamente para aqueles que nunca ousaram ir tão alto, nem tão longe; nesta nossa superação das alturas.E como daqui o mundo nos parece pequeno demais; cá do longe, cá do cimo da montanha. A montanha colada ao céu, torna-se verdadeiramente imponente, no contraste perfeito da robustez das plantas mais minúsculas, que lhe atapetam o chão, aqui e ali – enormes de tão resistentes!

A EQUAÇÃO DO TEMPO-o

A equação do tempo não é fácil de definir, nem de conjugar.São as leituras do passado que nos ajudam a escrever o futuro.E podemos e devemos ver nos velhos motivos, todas as novas oportunidades, que aí vêm.O passado está escrito e não o podemos mudar, mas devemos aprender nele a construir o futuro e a esclarecer toda a caminhada.E das memórias e lembranças de todos os tempos, podemos desvendar o que de mais fascinante o futuro nos pode reservar e tem para nos dar.Porque o presente, não é mais do que o instante insuflado do ar que acabámos de inspirar e desse mesmo ar que nos preparamos para jogar fora.O presente, não é mais do que o efémero do movimento entre o passo que acabámos de dar e o balanço do próximo.Porventura, o presente nem existe de tão encolhido e estrangulado, entre o passado e o futuro. Tão fugaz mesmo!Talvez o presente tenha que incluir a todo o instante, tudo o que precisamos do passado e a contar com a projecção mais imediata do futuro.Pois, o presente visto, sentido e vivido a três dimensões temporais, a todo o instante.Contudo, o presente... já passou, mas está ainda e sempre; sempre a acontecer!

MUNDO PERFEITO-o

Quem não gostaria de ver um mundo perfeito na imperfeição do Homem? Mais que provavelmente, todos nós. Nomeadamente, quando cobramos dos outros sistematicamente aquilo que nós não lhes damos.Porque é que sistematicamente, nós não atingimos o óbvio. O mais evidente?Pois, não adianta desejarmos, querermos mesmo, um mundo perfeito... só para nós! Isso, é impossível e o “soneto seria pior do que a emenda”.De facto, não existem mundos perfeitos, mas muito menos se não incluirmos em todas as contas, todos os outros. E mais, se não dermos o melhor de nós próprios aos outros. Sem dúvida, que conseguiremos ter um mundo melhor, quantos mais de nós, sentirmos e colaborarmos neste desiderato. Porventura, se todos estivéssemos “convertidos” ao bem, à ajuda, solidariedade e melhor contributo; aí sim… quando o Homem não for tão egoísta e tão imperfeito.

PUROS ENGANOS

Como é que tantos Indianos continuam a ganhar a vida, a vender rosas pelos restaurantes citadinos? E pelos vistos, o negócio não vai mal. Pois, aparecem mais e mais, a vender e pelos quatro cantos do mundo, parece-me!Mas, afinal quem compra e porque compra?Quem compra, será alguém que aproveita a cor forte da rosa, para seduzir a mulher que o acompanha. A mulher, elegantemente deixa-se seduzir e o Indiano, lá fez o seu negócio.Ou então, numa outra versão um pouco mais rebuscada, ou talvez mais pragmática. O homem, aproveita a compra da rosa, para ver se consegue enganar a mulher. A mulher, independentemente de o homem a conseguir de facto enganar ou não; deixa que ele pense que gostou muito, enganando-o na perfeição. Por sua vez, o Indiano enganou-os a ambos com muita pinta!E não será, que o produtor de rosas também não está a enganar alguém? E os donos dos restaurantes?Afinal, se calhar, não passará é tudo de puros enganos!

ERVA SALTITONA.o

Dei-me por vencido com aquela erva. Como não a consigo eliminar, aceito resignado o seu convívio. E decididamente, tenho é que aprender a viver com ela.Sempre resisti dois anos, numa luta esforçada para ver se me via livre dela; mas com as suas sementes saltitonas a “dispararem” a partir de uma vagens “explosivas” que se criam num ápice – mais ou menos, “enquanto o diabo esfrega um olho” – é quase impossível a sua erradicação.Assim, com a falta de tempo por um lado e de mais dedicação e cuidados atempados por outro, a referida erva saltitona não me dá tréguas. Depois e também, elas aparecem por todo o lado, mesmo onde não as havia anteriormente, assim sendo... encolho os ombros e vou dedicar-me mais a outras causas que o quintal me solicita.Agora, resta-me perceber melhor a sua biologia e tentar descobrir-lhe algum ponto fraco; ou então, aproveitar algumas das suas possíveis valias e melhores particularidades.E aprender a ver nela, a sua beleza interactiva, mesmo que explosiva e outras possíveis maravilhas da criação. E quem sabe... passar a gostar mesmo dela.
Para já, dei-me por vencido, embora não suficientemente convencido.

ATÉ O SOL-o

Dei por mim há dias a “vender” a Natureza, o ar puro, as águas cristalinas, todas as ribeiras e toda a serra; e até o sol. E logo eu que nunca tive jeito para vender nada a ninguém.
Pois, mas uma coisa são “vendas” fictícias; ou seja, venda sem transacções directas, sem aquele corropio de negociações e do barulho do vil metal, a comandar tudo e todos.
Mas, eu simplesmente quis (e quero) dar a conhecer, proporcionar a descoberta, participar na escolha e fazer gozar toda esta dádiva a sol aberto e a plenos pulmões, a quem me quis (e quiser) ouvir.
Afinal, eu não vendo nada. Eu dou é tudo... até o sol!

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