José Porvinho, pseudónimo de José Pais, nascido em Grada, Anadia em 1964; tirou Eng.ª Florestal em Vila Real (UTAD) e quando tem tempo e a espaços, é uma série de outras coisas. Iniciou-se com este livro: "Inconfidências e..."; digamos que é o seu Diário de Bolso 2005, editado pela Editora Artescrita e apresentado no encerramento da Feira de Livro de Góis em 25 de Maio último, no dia 31 de Maio no Museu do Vinho de Anadia e no dia 5 de Junho na Biblioteca Municipal da Mealhada. Será entretanto feita nova apresentação em Castanheira de Pêra, no dia 4 de Julho, feriado municipal nesta simpática e bonita vila de Interior, em plena encosta sul da Serra da Lousã - local de trabalho e de residência do autor. O livro tem o preço de 14 € e é totalmente impresso em papel reciclado, podendo ser adquirido através de pedido para o a Wook atraves do site
http://www.wook.pt/ficha/inconfidencias-e-/a/id/448843
http://www.joseporvinho.net
Agradeço a vossa visita e participação.
Até já
É altura, de nós mais velhos, nos começarmos a pôr em bicos dos pés, para poder segredar alguns dos nossos erros e pecadilhos de sempre, aos mais novos.
A juventude portuguesa, está enorme... em altura.
Subiu-se mais em altura no nosso país, nos últimos quarenta anos, do que nos outros quatro mil.
Costumam alguns avós dizer para os netos: Que essa altura toda, só pode ser dos iogurtes que eles nunca comeram; ou então, é por não fazerem nada. Pois, na sua meninice e juventude, é que era trabalhar - muito e bem.
- Vocês agora, não prestam para nada – é só altura!
É difícil o entendimento, de como mudou a vida nestes 40 anos. É impressionante demais – e então, no nosso país! Para os netos, não dá para acreditar, no que foi a vida à quarenta anos atrás, e particularmente no nosso país real! São abismais as diferenças. São espectaculares as mudanças. São viciantes os novos hábitos. São fantásticos os novos limites. São preocupantes as actuais crises.
É altura, de sabermos conciliar as velhas lições, com os novos ensinamentos.
Até parece que foi mentira, vistas as coisas a esta distância. Mas, para os que viveram todas estas transformações, ainda parece que foi ontem. Daí, estes verem ainda com determinado cepticismo, toda esta actual “fartura”, que tem tanto de ilusório esbanjamento, como de preocupantes insatisfações.
É altura, de sabermos dosear o ritmo certo, para estes novos tempos que aí vêm.
Por outro lado, encontramos precisamente entre os mais jovens, a capacidade, interesse, tenacidade, vontade e confiança, para um futuro que necessariamente tem que ser mais promissor. Não podemos é querer que sejam e façam por um lado, enquanto lhes tiramos por outro. E que remedeiem e solucionem, o que conseguimos e o que continuamos a asneirar. Mas também valha-nos isso; os mais novos são mais sorridentes, mais optimistas e concerteza, que bem mais capazes, do que os mais velhos; que sem provas suficientes, nem visões sorridentes, ainda continuam a atrofiar e a não saber lidar com tanta necessidade de mudança. E que não se apercebem, quanto já atrasaram, continuando assim “empenhadamente” a atrasar.
Os mais velhos, atiram já muitas das suas preocupações de hoje e sem grandes contemplações para cima dos jovens: que eles isto; que eles aquilo – como se a culpa do que vai mal, lhes pudesse já ser toda imputada. Mas, se eles estão mal preparados ou mal habituados; se são malcriados e mal-agradecidos; se não dão valor às coisas, nem às pessoas – afinal, mas quem é que os educou e como; quem os ensinou e o quê; quem os iludiu e porquê? Pois, fomos nós. Nós pessoalmente e as sociedades de hoje, montadas no amontoado das nossas aspirações, delírios e valores. Nós fomos capazes de as alterarmos tremendamente, para o melhor e para o pior. Pois é, somos nós – os mesmos de ontem a querer impor o futuro, sempre e ainda à nossa velha força e caduca maneira.
É altura de mudarmos, dando as devidas oportunidades e reconhecendo os reais méritos dos mais novos.
Eles vão surpreender-nos sobremaneira, assim como já nos surpreenderam e nos ultrapassaram - e de que maneira – em altura. A sua estatura física já impressiona e os outros tipos de estatura, também irão concerteza fazer das suas.
Mas, o preocupante mesmo, é poderem haver cada vez mais novos velhos (sem espírito, nem dinâmicas jovens) e menos velhos jovens – que apesar de toda a idade, que pode ser muita; mas que continuam a ter aquele brilho forte e especial no olhar, que os faz acreditar, a cada dia que passa, num futuro melhor e com o seu cunho especial - pelo menos em relação às coisas que o rodeiam e que são sempre muitas! Tocamos directa e indirectamente, tanto do mundo e tantos dos que nos rodeiam, mesmo que muito fugazmente e indelevelmente; que nunca nos podemos resignar à caduquice da nossa influência particular e presença única, por cá!
Está na altura é de assumirmos mais os nossos erros e de confiarmos no certo e profícuo contributo que esta juventude tem para nos dar, plenos do seu real valor e da sua muita gana, cheios de garra e plenos de genica; e que nós, tão injustamente continuamos a não acreditar o suficiente e a criticar demais.
Chega, mudemos também nós!
Já repararam, como os tempos mudaram.
Mudaram tanto.
É a altura!
A ignorância dos outros conforta o ignorante, seduz o "esperto"; mas só atrapalha e condiciona o inteligente, além de tornar um país moribundo.
Fácil, fácil… fácil
Com uma serra carregada de neve,
Qualquer "manco" como eu
É capaz de captar imagens destas!
Difícil, difícil… difícil
É apanhar dias destes e horas assim!
Difícil, fácil… fácil, difícil
Com cenários destes
Em dias assim,
Mesmo com uma máquina banal e a cores
E saírem fotos assim e… a preto e branco! Uaaaaahu!
Fácil, difícil… difícil, fácil
Branco, preto, neve, céu e terra;
Preto, branco, cinza, sol e serra.
Fácil, difícil…
Água, luz, sombra, neve… espaaaaaaanto!
Vento, árvores, brilho, satisfação… sooooooorte!
Fácil, difícil…
Uma grande árvore secular é um monumento vivo, mesmo depois de morta!
Nem que seja, pela super capacidade para albergar tanta e mais VIDA.
Nem que seja, pela beleza e pela grandiosidade do seu porte majestoso, que continuará a suscitar toda e mais admiração.
Nem que seja, pelo que foi e propiciou e pelo o que ainda representa, por gerações e gerações que lhe passaram ao largo, com tudo e o mais que testemunhou.
Nem que seja, por se tratar de uma peça única e de um traço irrepetível no meio de tudo, de tantos e de todos.
Nem que seja, ...
REPARO A TODOS OS MANDÕES DESTE MUNDO E DA CABEÇA DO OUTRO-o
0 comentários Publicada por José Porvinho à(s) 18:00Quanto mais sobe, mais parece crescer a montanha; em fundura, em amplitude e até em altura. E mais pequenas vão sendo as árvores e todas as demais coisas. E também nós, acho que nunca nos sentimos tão pequenos no meio desta imensidão, nomeadamente para aqueles que nunca ousaram ir tão alto, nem tão longe; nesta nossa superação das alturas.E como daqui o mundo nos parece pequeno demais; cá do longe, cá do cimo da montanha. A montanha colada ao céu, torna-se verdadeiramente imponente, no contraste perfeito da robustez das plantas mais minúsculas, que lhe atapetam o chão, aqui e ali – enormes de tão resistentes!
A equação do tempo não é fácil de definir, nem de conjugar.São as leituras do passado que nos ajudam a escrever o futuro.E podemos e devemos ver nos velhos motivos, todas as novas oportunidades, que aí vêm.O passado está escrito e não o podemos mudar, mas devemos aprender nele a construir o futuro e a esclarecer toda a caminhada.E das memórias e lembranças de todos os tempos, podemos desvendar o que de mais fascinante o futuro nos pode reservar e tem para nos dar.Porque o presente, não é mais do que o instante insuflado do ar que acabámos de inspirar e desse mesmo ar que nos preparamos para jogar fora.O presente, não é mais do que o efémero do movimento entre o passo que acabámos de dar e o balanço do próximo.Porventura, o presente nem existe de tão encolhido e estrangulado, entre o passado e o futuro. Tão fugaz mesmo!Talvez o presente tenha que incluir a todo o instante, tudo o que precisamos do passado e a contar com a projecção mais imediata do futuro.Pois, o presente visto, sentido e vivido a três dimensões temporais, a todo o instante.Contudo, o presente... já passou, mas está ainda e sempre; sempre a acontecer!
Quem não gostaria de ver um mundo perfeito na imperfeição do Homem? Mais que provavelmente, todos nós. Nomeadamente, quando cobramos dos outros sistematicamente aquilo que nós não lhes damos.Porque é que sistematicamente, nós não atingimos o óbvio. O mais evidente?Pois, não adianta desejarmos, querermos mesmo, um mundo perfeito... só para nós! Isso, é impossível e o “soneto seria pior do que a emenda”.De facto, não existem mundos perfeitos, mas muito menos se não incluirmos em todas as contas, todos os outros. E mais, se não dermos o melhor de nós próprios aos outros. Sem dúvida, que conseguiremos ter um mundo melhor, quantos mais de nós, sentirmos e colaborarmos neste desiderato. Porventura, se todos estivéssemos “convertidos” ao bem, à ajuda, solidariedade e melhor contributo; aí sim… quando o Homem não for tão egoísta e tão imperfeito.